“Gosto daquele amor primitivo. Mãos dadas no meio da rua. Beijo no rosto fora de hora. Sorrisos e mais sorrisos. Cartas. Carinho e paixão tímida.”
~ Orquestrando
“Que não nos faltem bons sentimentos. Que nos falte egoísmo. Que nos sobre paciência. Que sejamos capazes de enxergar algo de bom em cada momento ruim que nos acontecer. Que não nos falte esperança. Que novos amigos cheguem. Que antigos sejam reencontrados. Que cada caminho escolhido nos reserve boas surpresas. Que a cada sorriso que uma criança der nos faça ter um bom dia e enxergar uma nova esperança. Que cada um de nós saiba ouvir cada conselho dado por uma pessoa mais velha. Que não nos falte vontade de sorrir. Que sejamos leves. Que sejamos livres de preconceitos. Que nenhum de nós se esqueça da força que possui. Que não nos falte fé e amor.”
~ Caio Fernando Abreu
“De vez em quando erguia os olhos e sorria para mim. Achei estranho porque nunca ninguém sorriu para mim - nunca ninguém sorriu para mim daquele jeito, quero dizer.”
~ Caio Fernando Abreu
Gosto de pessoas que conseguem me enxergar além do que eu pareço ser.
“Ela sempre foi chorona. Chorava pelos finais melosos de novela, pelos estômagos com fome no mundo, pelo cachorro que queria dormir no quarto. Chorava em despedidas e chorava em reencontros, chorava por amigos perdidos e por amigos ganhados. Chorava quando ganhava presentes e chorava quando brigava com alguém. Chorava pelo que era problema dele e pelo que não era - mas chorava, e era feliz por isso. Ela chorava, expulsava tudo aquilo de dentro dela, e era feliz. Até suas lágrimas de tristeza eram felizes.
Triste mesmo foi quando conseguiram parti-la de tal maneira que ela parou de sentir tanto. Novelas acabavam, crianças passavam fome em países distantes, o cachorro arranhava a porta todinha, as pessoas iam, as pessoas voltavam, os amigos iam e os amigos chegavam, os presentes eram recebidos, as brigas aconteciam e ela já não chorava mais. Era muito triste ver alguém que antes explodia de sentimentos virar algo tão vazio, tão morno. Era triste ter vontade de sacudi-la, implorá-la para voltar a chorar, buscar algum vestígio da menina chorona que ela já havia sido dos olhos vazios.
Triste era ter que ouvir “Não choro mais porque já chorei muito”. Triste é ver quanta destruição alguém pode causar sem nem perceber.”